domingo, 2 de março de 2014

TU, QUE DOS SONHOS ÉS LADRÃO …


Por que anseio querer mais se tal me basta
Depois daquele sofrimento que bem sabeis?
A Vida virou de banda, uma mãe feita madrasta,
Que vós, lamparinas de amizade, conheceis! 

Este corpo, esta Alma que aqui vedes sorridente,
É fruto de lutas sem quartel, em dificuldade superadas
Com sorriso de brandura que forcei sempre presente
Num âmago doloroso de tristezas ruins e malfadadas!

Minha Alma pequenina quanto a querendo grandiosa,
Num embaraço de situações de dor e de amargura
Na busca de canção a entes queridos, melodiosa,
Afogada em tanta lágrima de aflição e desventura!

Meu cabelo em debandada é testemunho majestoso 
De uma nova Vida aprendida numa renúncia dura,
Uma oportunidade nova num rito bem doloroso, 
Cedem-se os antigos sonhos e só a nossa fé perdura!

Ó! Quão doloroso é julgar passar de vez e perder
A nossa juventude e a nossa glória de sonho infindo!
Surge então o ânimo, a nova fortaleza do querer,
E ganha-se Vida, surge outra manhã ao Sol refulgindo! 

E as saudades de uma Vida que a dor modificou
Ficam distantes, num recanto resguardado do olhar!
Vai-se em frente numa introspectiva do que se doou,
Perdoa-se à Vida, ao Fado! Ao Amigo se reserva o amar!

Aprendendo que a Dor é da Vida a oportunidade
De desafiar a morte com que o infiel Fado desumano 
Nos pretende amesquinhar numa desonra de fatalidade,
Esse maldito jamais passará de um infiel desengano!

E apesar da crueldade indigna de surgires sem compaixão,
Não vais vencer a Felicidade do Amor e da Amizade neste Ser,
Que eu te vencerei nesta luta, tu que dos sonhos é ladrão!
E a Vitória é minha, Vencedora de ti, meu destino é VENCER!